É verdade... Já quase passou um ano. Fico espantada com a velocidade a que o tempo passa! Fico ainda mais espantada com o pouco que fiz nesse ano. Olhando para trás, parece-me um ano de nada. Um ano cheio de nadas. Cheio de feitos sem sentido, sem essência. Não alcancei nada que possa fechar na minha mão e pô-lo num pedestal, bem protegido, para mais tarde olhar e lembrar-me daquilo que consigo alcançar.
E o que mais me chateia é que este é o mesmo sentimento com que acabo todos os anos! Sei que sou nova, não estou cá há muito tempo e pela frente ainda tenho muito dele. Mas há tanto a fazer! Há tanto que prego e não cumpro! Porquê? Preguiça, talvez. Vou-me encostando numa alegada "falta de tempo", quando é mais falta de organização.
Há quem faça resoluções para o novo ano. Quando as faço, são sempre as mesmas. Vão-se repondo, ano após ano, por nunca terem sido cumpridas. Não diria que é falta de força de vontade, que quando ponho alguma coisa na minha cabeça, não descanso enquanto não tratei dela! O meu problema é mesmo preguiça! Estou habituada a fazer apenas aquilo que me compete. Raramente tentei fazer um pouco mais. Raramente fiz algo só porque sim. Porque me apetece. Quando faço algo, é por pura necessidade.
E assim vou coleccionando anos cheios de nada!
2 comentários:
Adorei este teu texto. Acho que muita gente se reflecte nele... eu, pelo menos, reflicto-me e partilho da mesma opinião.Habituamo-nos a nunca ter de ir mais para lá do que é necessário, e como tu dizes, não é por falta de tempo, mas sim por falta de organização e por preguiça.
Apresentas muitas boas ideias da forma como o tempo passa, e do que nós fazemos com ele.
muitos beijinhos
adoro-t!*****
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