16 maio 2010

Devaneios

Andei semanas e semanas sem saber o que querias. Não é que agora o saiba, mas ao menos sei o que não queres. Preferia continuar na incógnita. Na ignorância. Na esperança de que pudesse alcançar, finalmente, algo mais... Mas não. Não o vou alcançar. Já o sei. Sei-o sempre, mesmo quando não o sei. É uma espécie de certeza constante e incómoda. A certeza que nunca irei alcançar algo mais. Não o vou, porque pura e simplesmente não o permito!... Não é que não o queria, apenas arranjo sempre maneira de não deixar que isso aconteça. É estranho e confuso e nem sequer o percebo. Não percebo nada do que me diz respeito. Não percebo e penso que nunca o vou perceber!... Vou pertencer sempre ao grupo de pessoas sobre as quais questiono as suas atitudes. A maior parte das pessoas que critico agem duma maneira muito semelhante à minha. É esquisito, mas uma vez que não me compreendo, porque raio as haveria de compreender a elas?! Não sei, não quero saber. Acho que não disse nada de jeito neste parágrafo altamente mal estruturado. Pensando bem, não devo ter dito nada de jeito durante toda a minha vida. Tirando uma ou outra tirada inteligente, tenho a sensação que da minha boca só sai merda, asneira e baboseira. E tenho a sensação que assim sempre será. Pode ser que ao menos continue a ter esporádicas "tiradas inteligentes"... Mas também para quê? A maior parte das vezes sinto que nem sequer me ouvem! A maior parte das vezes sinto que só me ouvem quando esganiço a voz e tomo uma atitude completamente lunática!... E aí "Eh lá! A Sara passou-se!!!" A Sara passou-se sim! E a Sara há-de sempre se passar! A Sara é completamente passadinha! Pírulas! Maluca!!! Bah... Deixem-se de merdas... A Sara não quer saber!... Ah ah ah...

1 comentário:

James M. disse...

Sua alucinante pseudo.
Tu não estás passada, simplesmente houve um ou dois apontamentos recentes em que disseste qualquer coisa, não te ligaram nenhuma e agora fizeste uma generalização precipitada do assunto, dizendo que nunca te ouvem. É mentira. Só acontece às vezes.
E mais, se falas baixo, também não te podes queixar.