Era noite cerrada. Estava frio. As estrelas mal se viam, devido à iluminação pública. A Lua brilhava ao longe. Ela descia uma rua inclinada. Parou em frente a um prédio velho, mas bem concervado, e tocou à campainha.
- Quem é? - ouviu-se do outro lado do intercomunicador.
- É a Inês.
- Ah! Finalmente! Sobe, sobe...
A porta abriu e ela entrou. Subiu as escadas até ao 3º andar e entrou na porta à sua esquerda, uma vez que esta já estava aberta. Virou à sua direita e entrou na sala. Estava cheia. Nada pouco usual. As mesmas caras de sempre nos mesmos sítios de sempre. Há muitos anos que se encontravam ali e, portanto, já há muito tinham definido quais eram as suas posições. Era raro alguém sentar-se noutro local que não o seu. E ali estava o seu. Vazio. Era um puff vermelho que estava enconstado a um canto da sala, mesmo ao lado do sofá azul da Joana, do Henrique e da Matilde (sempre sentados por esta ordem). No ar estava aquele cheiro habitual a incenso e tabaco. Mistura estranha, mas que o dono da casa insistia em manter.
O dono da casa era um seu amigo de longa data. Conheciam-se desde pequenos. Tinham vivido no mesmo bairro, sido da mesma turma, tido os mesmos amigos... O seu nome era Flávio. Estava sentado à mesa. Estava sempre sentado à mesa. E estava sempre com uma garrafa de cerveja na mão. Mesmo quando esta estava vazia, ficava com ela na mão. Hoje ela já estava vazia.
Ela sentou-se. Olhou para todos. Estavam todos em roda e conseguia ver a cara de todos. Reparou numa cadeira vazia.
- Joana, o Francisco? - perguntou.
- Ele ontem disse-me que não vinha.
- Mas passasse alguma coisa?
- Não sei. - e virou-se para continuar a falar com o Henrique sobre algo que a Inês não percebeu.
Pôs-se a brincar com as franjas do tapete. Era um tapete azul com linhas pararelas vermelhas que faziam as franjas. Ao seu lado o Afonso ressonava. Às vezes acordava-o, especialmente quando a Joana estava com conversas intermináveis com o Henrique. Hoje não lhe apeteceu.
De repente levantou-se. E ficou a olhar. Não sabia bem o que estava a fazer. Começou a dirigir-se para o centro da sala. Mesmo para o meio de todos. E deitou-se no chão. Fechou os olhos... E adormeceu...
7 comentários:
adorei o teu blog.
bjnho grande
Desculpa não ter vindo ler mais cedo mas não tenho tido muito tempo... =/
Desculpa, mas não percbi muito bem a história. Ou seja, li, mas não percebi o que ali estavam todos a fazer e o porquê da Inês adormecer. Tem continuação? =P
Sinceramente, acho que fiz uma história sem sentido nenhum =S Não sei o que é que me deu nesse dia, mas não devia ter mais que fazer =S
Depois faço 1 texto de jeito! lol
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Não acho que esteja mal. Sinceramemente, essa inês e seu círculo de amizade é bastante aborrecido! Entediante!! Gosto principalmente das descrições bastante detalhistas.
A única coisa de que eu gosto menos são os poucos erros que tens, mas isso conserta-se!
Beijo
Credo césar! Muda o disco! Tu és mesmo um dicionário e uma gramática!
PS: Não é para ofender. Mas corriges todos os blogs onde eu vou! xD
LOLOLOLOLOLOL!!!
Peço muitas desculpas! Quem me conhece sabe do meu terror aos erros! O facto é que também os cometo mas procuro o máximo possível cuidar a escrita. Por isso, quando leio textos dos outros, não aceito erros porque é completamente estranho. Tenta perceber: Como é que uma pessoa pode transmitir uma ideia ou sentimento através de uma palavra que ela sequer sabe escrevê-la?
P.S: Eu prometi que não faço mais e não vou fazer!
..entendo..pk tanta monotonia faz a pobre Ines adormecer.
(eu entendi bem o texto..acho eu.por mim falo e mais n sei, mas gostei do k li.)
é bom preservar a amizade por mts e mts anos..mas d maneira nenhuma fechando essa roda. a verdadeira roda da vida faz-s dos consecutivos alargamentos k nela s fazem, tda essa dinamica k a sustenta. Preservar e inovar mas nc conservar apenas esperando k o passar dos anos nos leve a tds sem nc termos vivido sem conhecer algo diferente e enriquecedor da alma.
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